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sábado, 15 de agosto de 2009

Eu, por eu mesma

Estive pensando na minha vida, no meu jeito de ser e em algumas atitudes. Sinto-me tão inerte. Algumas coisas estão fora do meu controle. Não consigo agir da forma que gostaria. E não faço isso porque quero ou porque gosto, muito pelo contrário. E algumas pessoas, ao invés de ajudarem, pioram a situação. Sinto-me bloqueada e mesmo que tente não consigo converter o problema. Hoje conversei com minha amiga, e disse para ela que gostaria que as pessoas me entendessem como ela entende e me aceitasse como ela me aceita. Busquei na memória alguns acontecimentos do passado e ela disse não lembrar, mas ficou feliz por ter feito algo de bom e marcante pra mim. Sei que são coisas das quais eu deveria fazer um esforço para mudar. Mas algo me impede e eu não consigo lutar contra isso. Já fiz terapia, não concordava com todas as teorias da minha psicóloga, mas chego a pensar que se o conceito dela estiver correto eu realmente não entendo e preciso continuar me tratando. Tem certos momentos que é preciso ter alguém pra ajudar a nos entender melhor, mas nem todas as horas o psicólogo é o melhor caminho. Por isso é bom ter uma amiga cúmplice que te entenda.
Consigo ver muito bem as minhas mudanças e progressos, e seria muito interessante se todas as pessoas conseguissem enxergar da mesma forma e tivessem paciência para ver transformações futuras. Mas há certos momentos que ao invés de progredir, eu bloqueio. Ás vezes me sinto uma criança, dependente e incapaz. Sinto que sou pequena perto de outras pessoas e com isso prefiro retrair-me, esconder-me, sem deixar ser notada. Não quero chamar a atenção de ninguém. Não quero ser diferente, nem ter bloqueios e muito menos agir da forma como algumas vezes tenho agido. Eu sofro! Mas é muito mais forte que eu e a única coisa que gostaria é que algumas pessoas compreendessem. Se for difícil entender, que ao menos me aceite do jeito que sou no momento e não tente me mudar, se nem eu mesma consigo.

7 comentários:

. disse...

Oi!
Eu li o seu texto e o achei muito sincero. É um verdadeiro desabafo...
"Algumas coisas estão fora do meu controle." Infelizmente não temos o controle de nada! E isso é pertubador... Mas temos que aprender a lidar com isso ;)
Fico feliz em saber que você tem uma amiga pra contar! Amigos são tão bons e tão raros...
Achei muito legal você fazer terapia... Eu já fiz sabia? Fiz por dois meses só pra ver como é, acho que todo mundo deveria fazer... É bom falar! E é melhor ainda ter alguém para ouvir...
Você disse que sofre... Poxa... Não sei sua idade... Mas tenha calma, todos passamos por momentos complicados... Somos todos cheios de faces, fases e momentos...

beijão menina! tudo de bom pra você viu? ;***

Lu disse...

Oi!!!

Eu entendo tudo que você escreveu e muito além do que está expresso aqui, Nathy. E, sabe, no seu post mesmo, encontrei algo semelhante as palavras que ouvi ontem, de uma terapêuta: "paciência para transformações futuras". A gente não a tem, né?
Sentimos de forma intensa, sofremos e queremos mudar... Mas sentimentos não mudam por si mesmos, precisam ser trabalhados e isso leva tempo... ¬¬
Como disse a moça no comentário acima, somos todos cheios de faces, fases e momentos... Esperemos, trabalhemos nossos sentimentos, moça! Conseguiremos, sim! Chegaremos lá... ;D

Beijinhos!!

. disse...

Oi! São todas palavras sinceras! =)

beijão menina! ;***

Vinício dos Santos disse...

Oi Nathy, td bem?

além do ler o que o post está dizendo, eu tenho a mania de tentar descobrir também um padrão de escrita em cada autor. Isso é reflexo de tentar descobrir um estilo próprio para mim, então entender como os OUTROS escrevem ajuda a delimitar minhas próprias características.

Pois bem, depois de umas dez visitas ao seu blog, eu já me sinto pronto para falar sobre como você escreve (mesmo que ninguém tenha pedido minha opinião sobre o assunto, rs)

vc tem um jeito de escrever completamente objetivo e racional. O seu texto é exatamente o que vc queria dizer, é o sentimento de um jeito cru, sem rodeios, sem floreio de linguagem rebuscada, sem super metáforas e inversões pedantes de linguagem.

No começo eu achei isso estranho, e confesso que eu nao gostei muito. O texto de hoje, porém, mostra o quanto a sua franqueza tem suas qualidades. Para mim, você conseguiu colocar de um jeito perfeito toda a perturbação que a gente pode ter por ser diferente da maioria - e como, se não dá para mudar isso, q a gente possa, ao menos, viver de um jeito tranquilo.

te confesso que eu sou muito chato para gostar do blog dos outros, mas o seu acabou de entrar, com esse texto, para a minha lista de paradas obrigatórias!

bom, é só (tudo) isso! Bjao, até mais

Anônimo disse...

olá, nathy! =)

primeiramente, obrigada por sua visita ao meu blog. gosto muito de receber visitas novas, ainda mais quando é alguém que se identifica. posso dizer o mesmo, que me identifiquei muito contigo visitando seu blog. não só pelo motivo e a forma de escrever, mas pelos próprios assuntos.

quanto a esse seu post, acho difícil que a gente consiga mudar radicalmente o que somos. acho que isso é o que dá uma certa angústia, porque às vezes vemos que o que fazemos não é assim tão legal. mas, por outro lado, pode ser só impressão. medo de estar azendo algo errado e, portanto, se sentir incapaz. não sei. mas você está certa: às vezes o melhor é ter um bom amigo com quem conversar. isso ajuda muitíssimo!

ah, podemos nos add no twitter, sim. meu nick é saritabride. vc vai reconhecer pelo endereço do blog. ;)

grande abraço. boa semana pra ti!

Anônimo disse...

Não se assuste. O medo de si mesmo, a falta de segurança em muitos aspectos, não são "privilégios" apenas seus. Saiba que na maioria das vezes tudo isso é causado por fatores exteriores a vc... e convenhamos, o mundo em que vivemos não anda muito receptivo aos nossos problemas! Respire fundo e siga em frente, tente ser feliz nas menores coisas... assim amenizamos os problemas!

Beijos!

Anna Vitória disse...

É uma pena mesmo que não são todos que não nos enxergam do jeito certo e com a profundidade que algumas pessoas o fazem, mas infelizmente, a vida é assim. Dê valor àqueles que conseguem ver a verdadeira você, e quanto aos outros, se mostre mais aberta a se fazer entender, e se eles não quiserem, é porque realmente não importa.
Beijos