Páginas

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Pelo fim do que sinto

Nunca fui de tomar remédio pra fazer passar qualquer coisa que estivesse sentindo. Aliás, sempre fui muito resistente a isso. Uma vez durante uma sessão de terapia, minha psicóloga perguntou por que eu sofria tanto, e esperava chegar ao extremo para tomar um remédio e aliviar aquilo que estava sentindo. Respondi que os remédios fariam efeito até um determinado tempo, e depois que meu organismo se acostumasse com ele, não faria mais o efeito esperado. Ela me deu uma resposta pouco convincente e fez análise de mais um de meus comportamentos, já que ela sempre tinha respostas psicológicas para todas as minhas atitudes.

Com o passar do tempo, ainda fazendo terapia, comecei a sofrer de insônia (desde pequena tinha dificuldade pra dormir). Durante um bom tempo tentei lidar com isso, e aí comecei a descobrir que havia tratamento para o mesmo. Chazinhos naturais e suco de maracujá não faziam o efeito que eu queria. Mas descobri que um belo comprimido de Dramin era a substância perfeita pra trazer o sono que eu precisava.

O problema maior é que Dramin, não era o remédio que eu precisava. A insônia era resultado do meu psiquismo desestruturado, e tomar o remédio, me faria dormir, mas não curar os meus verdadeiros problemas.

Depois de muito estudar, criei coragem e com o consentimento de minha psicóloga, procurei um médico. Fui diagnosticada com “Transtorno de ansiedade e depressão”. Ele me receitou um medicamento controlado, que a princípio me deu medo. Mas quando comecei a tomar, vi que não fazia o efeito que as pessoas diziam fazer. Eu ainda demorava a dormir e a única diferença é que quando dormia, não acordava de novo e constantemente perdia a hora. Mas com o tempo aprendi a tomar e fazer com que ele fizesse o efeito que deveria. Foi bom enquanto precisei. Voltei ao médico novamente e disse que queria me livrar daquilo, achei que já estava preparada pra viver sem o mesmo.

Hoje não preciso realmente de mais nada disso. Mas a verdade é que já não tenho o mesmo receio que tinha quanto aos remédios. Tenho uma rinite e sinusite crônica insuportável e se o meu nariz ameaça congestionar ou se começo a sentir uma dor de cabeça, já pingo um soro descongestionante e tomo um antialérgico ou coisa do tipo.

Toda essa história, pra dizer que tomei a vacina da gripe h1n1 e acredito que tive uma leve reação. E para me livrar de todos os sintomas, tomei 4 remédios diferentes, várias vezes ao dia, dentro de 4 dias, e ainda não melhorei totalmente. Hoje eu entendo porque pessoas depressivas se matam com a surperdosagem de remédios. Nós só queremos nos ver livre da dor e de toda coisa ruim que sentimos.

Bom seria se existissem mesmo as pílulas do amor, da esperança, dos sonhos, alegria, perfeição... e para o fim de todos os sentimentos que muitas vezes desejamos que com um toque mágico desaparecessem. Hoje, eu não hesitaria em tomá-las.

17 comentários:

Michele disse...

Nathy, penso que os remédios estão aí para nos ajudar a nos livrarmos desses sintomas todos indesejáveis. Claro que há casos e casos e é preciso tomar certo cuidado para não exagerar na dose. Afinal, há situações em que conseguimos melhorar o que sentimos com um chá, com repouso, com muita água ou boa alimentação. Não há o que temer. É só fazer o uso correto dos medicamentos... :)

E sim, seria bom mesmo que essas pilulas do amor, felicidade, compaixão e esperança existissem e fossem distribuídas aos montes para a população do mundo inteiro! Aguardemos a ciência... quem sabe um dia? :)


Biejos, querida!

Isadora Lopes disse...

Nathy e seus temas profundos! que remédio você tomava?Rivotril? Hoje em dia os médicos receitam tanto rivotril,acho um pouco de exagero... Eu sou meio cautelosa com remédios também,mas é porque há 9 anos eu tomo o mesmo todos os dias e provavelmente vou tomar pro resto da vida,então não gosto de pensar que tem tanta química no meu corpo! Quanto a terapia,tô pensando seriamente em começar uma,mas a princípio,marquei um horário com minha pastora uiashiuhasd mais fácil,né?beijos

Mari. :) disse...

Acho que o melhor remédio somos nós mesmos, é claro que medicamentos ajudam, mas ainda assim acredito que nós temos controle do nosso corpo e mente. :)

Nanda Meireles disse...

Quem dera se houvesse tais remédios! Imagina, se houvesse um que secasse as lágrimas quando nos dão um fora? Ou que impedisse que eu ficasse vermelha quando estou com vergonha? Ou que parasse o processo de se apaixonar por um cara que nunca nos daria bola? Seria o máximo! Quando a vacina, eu tomei e não deu nenhuma reação. Será que foi sorte ou significa que tomei algo adulterado? Hum, só Deus sabe...
Bjs

Laço Dourado disse...

Ola,
Devo dizer que por vezes sou alvo de critica de minha mãe pelo fato de esperar até o ultimo momento para a dor passar sozinha, não gosto de remédios, mais tenho que confessar que por vezes eles me salvaram, foi alivio instantaneo. O que não me deixa perder o costume de esperar um pouquinho pra ver se a dor passa sozinha, ou usar alternativas mais saudáveis antes de usar a quimica dos remédio, tambem penso que se usar demais perdem o efeito.
Ainda assim sou a favor de que pensamentos positivos podem melhorar muitas das nossas dores, eu sou super ansiosa mais não busco um médico pra isso, só tento me controlar, coloco na minha cabeça para ser mais paciente com algumas situações e pessoas, a cada vitória me sinto mais forte e quando a ansiedade é um pouco demais recorro ao chicletes.
Bom é isso, desejo o melhor pra vc.
Bjus

A. disse...

Puxa Nathy, saabe eu também sou resistente a remédios mais quando o médico manda fazer um tratamento eu faço direitinho, tenho rinite também e me entupo de anti-alérgico, mais esses dias fazendo um tratamento simples com cataflan tive uns problemas com meu fígado, não faz bem tomar por muito tempo, meus pais sempre cortam os tratamentos pela metade, e eu que queria ser o certinho ía até o fim e me ferrei. Espero que você melhore de tudo isso e não precise mais de tantos remédios. Beijos e Fique com Jesus, ele alivia muito a nossa ansiedade, experiência própria =D.

Rebeca Rocha disse...

Ahh, se tivesse a pílula do amor...
aiaiaiai
bjs Nathy!

Colorida e bela* disse...

Nathy,

Tomei a vacina já tem quase um mês e, a não ser aquele leve friozinho na barriga por causa da injeção (rs), não tive nenhuma reação! Com remédios acho que depende de cada pessoa, da forma como a gente consegue lidar com a dor. Eu não aguento muito e, por isso, não os rejeito. Só nunca tomei esses para dormir (sempre digo que vou fazer isso no dia do meu aniversário!).

Quanto as pílulas que você comenta no fim do post, não sei se as tomaria... Um modo artificial de experimentar tais sentimentos, né? Sei que posso estar encarando de modo real o que você, talvez, tenha escrito de forma poética. Mas, penso que as drogas que se usam hoje, nada mais são que uma tentativa frustrada de se alcançar justamente a alegria, os sonhos, o amor; tudo que não se vive - plenamente - na vida normal (e nem fugindo dela através desses vícios, né?!). Eita, desculpa o longo comentário!

PS: Teu texto tá ótimo, com um quê de surpresa! ;)))

Beijinhos! Feliz fim de semana!

Clara Alvarenga disse...

Quantos remédios! Remédios são bons para aliviar dor mesmo, doenças e afins... mas cuidado mesmo em tomar remédios para outras coisas, como ansiedade, ou para dormir.. O dia a dia é muito estressante né.. Às vezes uma outra atividade ajuda a melhorar a alto estima e o sono ^^ Eu tava cheia de dores, braço formigando, câimbras nos pés (olha que coisa!!) Entao eu voltei para a academia e melhorei.. estou me sentindo muito bem ultimamente. ^^

Seu blog é uma fofura, eu já te disse? =)

Fique bem ^^

Anônimo disse...

Ai, que eu sou teu oposto. Filha de médica, eu sempre me entupi de remédio pra qualquer coisa que tinha. Hoje em dia, evito BEM MAIS, só que tomo quando começa a ficar insuportável.

Ah! O post que a senhorita pediu tá pronto.

E dois: tu és professora de quê?! :)

Laysla Fontes disse...

Ah, Nathy!

Chega a ser difícil de imaginar um balcão de farmácia com as pílulas dos sentimentos, indo de A à Z. Confesso que você me fez pensar numa coisa ...

Talvez as pílulas facilitariam, sim, toda essa busca que nós fazemos pelas boas coisas; porém, se todas elas fossem fáceis de se conseguir, talvez nós passássemos a não dar o devido valor quando começassem as sensações. Será?! :)

Você escreve muito bem! Ah, fiquei curiosa por uma coisa: É professora de Português?!

Beijos, beijos.

Kamilla Barcelos disse...

Não gosto muito de tomar remédios, pq depois eu vicio neles. Vc acredita que já consegui me viciar em descongestionante nasal. Depois de muito tempo consegui me livrar.

Ahhh eu precisava ir a um psicologa a dois anos e ainda não tive vontade. Mas eu sei que eu preciso!

Anna Vitória disse...

Confesso que tenho uma certa mania de remédios, e muito disso devo a minha rinite e sinusite crônicas. Você que tem também, debe entender. É só vir a dor de cabeça ou o nariz começar a coçar, que quero um antialérgico. Uma época que o tempo estava MUITO seco e eu tinha crises quase todos os dias, cheguei a ficar tão dependente do remédio que minha mãe cortou, porque um antialérgico dos fortes não fazia mais efeito, de tanto eu tomar.
Hoje eu tento controlar o máximo possível, mas sinto que vou precisar de outra "rehab" logo, porque o Allegra, o remédio que mais tomo, não tem mais feito tanto efeito assim quando eu passo mal, e isso é sinal de problema...
Lá vamos nós de novo.
beijos

Nina Vieira disse...

É complicado. Eu já sofri muito de depressao (sofro ainda) e tomava bastante remedio para aliviar a dor. Essa fase já passou, mas eu começei muito cedo com o que considerei um vicio.
Vai passar pra ti tambem. Se cuida.
Beijo.

Menina Nina disse...

Eu tenho muito cuidado com remédios! Não tomo muitos e normalmente, só recorro a eles quando não aguento mais. Os únicos que eu uso e abuso são os anti gripais. Qualquer sintoma de resfriado que eu sinto, tomo logo um e ele vai embora. Já tomei um remédio controlado, sibutramina, para emgrecer e a sensação era terrível. Abandonei e nunca mais voltei para ele.

Jota disse...

Tive a sensação que você caiu na própria armadilha!
Você tinha receio de tomar os comprimidos, agora, pelo que li, está praticamente dependendo deles. Os remédio aliviam, mas a dor da emoção só é realmente curada quando você aprender a domesticar tais sentimentos ou cura feridas emocionais através do perdão. É um assunto complexo, talvez você nem tenha ouvido falar disso, mas é o que acontece com a maioria das pessoas que sofrem o que você teve. Livre-se dessa droga. Vicie-se em Jesus! aushahsahsh

Bill Falcão disse...

Entendi tudinho, Nathy! Aprendi até a memorizar bulas de remédios etc e tal. É dose, hehehe!
Bjoo!!