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terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Férias - Passeio de Banana Boat

Eu e mamãe preparadas
Creio que todo mundo conhece a tal Banana Boat – aquela boia que te leva com uma lancha pro fundo do mar e te derruba bem lá no meio. Eu nunca tive coragem de andar nisso. O ano passado minha irmã caçula queria que eu andasse com ela, e eu, com 23 anos nas costas, queria que ela andasse comigo na de criança, que apenas passeava pelo mar, sem te derrubar na água. O meu medo era cair lá no meio do mar. E não é medo de se afogar não, era medo de encontrar um tubarão, ou qualquer outro bicho que pudesse encostar-se a mim (sou nojenta até pra entrar na beira do mar, quem dirá pra ir até o fundo, onde tudo se pode encontrar). 

Este ano, sentada na beira do mar, comecei a observar a movimentação e a diversão da galera que ia andar na tal banana. Durante minha observação, comecei a sentir uma vontade de querer andar, porém o mesmo medo. Pensei por um bom tempo e resolvi arriscar. Perguntei se minha mãe andaria comigo e ela disse que já tinha andado uma vez e que não tinha coragem de ir novamente. Então, me aproximei da barraca sozinha, paguei e esperei a minha vez chegar. Era preciso esperar completar 10 pessoas e nesse tempo fiquei apreensiva, e até tinha chance de eu desistir, mas estava decidida a viver essa aventura. 

Começamos a nos preparar e colocar os coletes, foi dando um friozinho na barriga e nesse meio tempo uma menina, na faixa dos 11 anos, também estava se preparando junto com a gente. Era a primeira vez dela também e dizia estar com medo. Confesso que me acalmei um pouco, quando vi uma menina menor que eu, com a coragem talvez maior que a minha. Subimos na boia e lá fomos nós. A regra era não se segurar. Haveria um momento que o marinheiro faria um gesto pra que todos na banana levantassem as mãos, pois seriamos derrubados no mar. É claro, que se não existisse essa regra, eu jamais desgrudaria daquela boia. Mas, quando chegou o momento de levantar as mãos, fiz tudo certinho e cai na água, morrendo de medo de encontrar um tubarão, um peixe gigante, uma água viva ou qualquer outro bicho. Mas não, eu não encontrei nenhum peixinho sequer, e confesso que foi mesmo divertido! Foram 3 tombos: 2 em alto mar e 1 já na beirada em meio as ondas.

Gostei tanto da brincadeira que queria repetir a dose, mas dessa vez queria levar minha mãe junto. Demorei a convencê-la, mas consegui. Ela com muito medo - achei até que fosse desistir – foi! Para piorar a situação do medo dela, na hora de colocar o colete, o bendito não queria fechar, então minha mãe disse que era um aviso de que ela não deveria ir. Mas, foi só trocar o colete e tudo certo! Este dia, o mar estava bravo e havia ondas mesmo em alto mar, confesso que também fiquei com medo. Chegando lá no meio, o marinheiro avisa que tem buscar o rapaz que ficou lá atrás, só que ao invés dele ir buscar levando-nos juntos, ele soltou a lancha da bóia e nos deixou lá no meio, com a seguinte consigna: “Mantenham o equilíbrio pra ela não virar!” Ah, tá! O mar estava bravo, éramos em 12 pessoas em cima de uma única boia, tinha ondas onde estávamos e era em alto mar. É certo que todos nós conseguimos manter o equilíbrio até a lancha voltar, mas, confesso que fiquei mesmo com medo daquela boia virar em alto mar e todos nós lá, abandonados! 

Foi divertido sim, mas essa segunda experiência já deixou um medinho para ir numa terceira vez. Agora eu entendo porque algumas pessoas vão uma vez e depois não tem coragem de ir de novo. Acho que cada experiência é única. Posso afirmar que é gostoso e divertido, mas não posso afirmar que encaro tudo de novo. Só que uma coisa é certa: fiquei orgulhosa da minha coragem. Enfrentar esses tipos de medo e viver certas aventuras, às vezes vale muito à pena!

11 comentários:

Jaque Gonchoroski disse...

Gentee quanta emoção!
Eu sem dúvida sou aquela que garante que uma vez está ótimo! haha
Muito bom amiga, a sensação é única mesmo mas eu não vou mais não
É medo de me afogar mesmo hueheuheu

Mas você pode contar para seus filhos e netos a sua aventura em alto mar hehe

Beijoo Nathy!

Malu disse...

É realmente muito bom quando conseguimos vencer nossos medos!! Aliás, alguém já disse que coragem é exatamente isso... reconhecer que estamos que o medo existe e seguir em frente apesar dele. Fico feliz por você!! :))

Beijoss!

Malu disse...

Aff.. "reconhecer que o medo existe", certo? ..rss

Júnior Rodriguez disse...

uashuashuashusahusahaush

Como diz a música: "sei que só tem coragem quem tem medo..."

Gostei da sua aventura. Eu já fui uma vez numa dessas bananas, mas no foi numa praia de rio, não no mar. Creio que no mar deve ser bem mais emocionante com todas aquelas ondas e a expectativa de ver um tubarão!

UAHUHSAUSAHUSAHUASHSUH

Bjs Nathy!

Michele disse...

Nathy, sou como você! Tenho medo de tubarão. Portanto, pra garantir, água do mar só até o joelho. No máximo, no umbigo! haha Sou nojenta com coisas que não vejo e posso pisar! Mesmo assim AMO praia! Vai entender...

Agora admiro mesmo é a sua coragem! Eu nem penso em passar perto de uma Banana dessas! rss

Beijos, querida!

Menina-Flor disse...

kkkkkkkkk.. me diverti... deve ter sido muito bom.... mas deve também dar um friozão na barriga...
Bem-vinda de volta!
Bjos
Ju

Ana Luísa disse...

Ahh, eu sempre quis passear disso! Fiquei tentando angariar companhias ontem, mas ninguém quis. -(

Maria Eduarda disse...

Ai, deve ter sido perfeito *-* kkk, orgulho de você q e você e a sua mãe são identicas, parecem até irmãs. Beijos

A. disse...

ahh eu nunca fuii, mas tenho medo pelo simples fato de não saber nadar, vai que eu me afogo?! se não fosse isso eu iria^^

Anônimo disse...

Eu tenho medo pelo simples fato... de ter medo. Sei lá, já não sou muito amiga das praias, e ainda ficar lá no "meio" do mar, não é pra mim. Mas fico impressionada com a coragem de pessoas como você que não deixam o medo barrar essas experiências :)

Beijos.

Jaque Gonchoroski disse...

Nathyyy acabei de ver o mico que paguei lá no blog da Lily xP hahahaha

Mas como eu disse lá, tudo indicava que era, concorda? hahaha
#vergonha *-*

hahaha