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sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Centro de Pesquisas Humanas em Zumbot (08/30)

"...E então, lembrei."

“Zumbot”... O projeto....a experiência maluca de Alex... Meu Deus! O que Alex aprontou? 

Ele tinha compartilhado comigo o seu desejo de criar robôs. Tinha pedido minha ajuda para gravar a experiência que apresentaria na faculdade daqui duas semanas. Eu estava indo ao seu encontro, exatamente por conta desta maluquice de Alex, quando o encontrei paralisado no chão envolvido em todos aqueles fios elétricos. Meu Deus! O que houve com Alex? 

 Centro de Pesquisas humanas em Zumbot? O que vão fazer com o meu Alex? O que aconteceu? Como assim? Foi ele quem deixou esse papel aqui. Foi Alex. Ele sabe que eu estive aqui ontem e ele sabia que eu voltaria e não o encontraria. Alex está consciente. Ele tem noção de tudo que está acontecendo ao seu redor. Eu preciso ir ao seu encontro... 

Levantei da cama atordoada e apressada e no corredor esbarrei com aquele mesmo enfermeiro que me tirou do quarto de Alex a força, no dia anterior. Parei-o e perguntei: 

- Cadê o meu Alex? Pra onde vocês o levaram? 
- Seu namorado foi transferido, senhorita. 
- Pra onde? Eu quero saber onde está Alex...
- Não tenho essas informações, parece que o caso dele é complexo e não temos recursos que podem o ajudar. Sinto muito... 

O desespero tomava conta de mim. Sem mais perguntas, continuei andando apressadamente, desci as escadas correndo em direção à recepção e a alguém que pudesse me dar informações de onde encontrar Alex. Não dava para esperar. 

Parei ofegante e com o coração acelerado na recepção e perguntei para a mesma moça que tinha me atendido minutos antes: 

- O Alexandre...para onde foi transferido? Para que hospital o levaram? 
- Olha, não tenho essa informação aqui, moça. Acho que você teria que falar com o médico que o transferiu ontem à noite e sinto lhe dizer, você não o encontrará aqui hoje. 
- Como assim? Ontem à noite? Que horas foi isso? A mãe dele está sabendo dessa transferência? 
- Creio que sim, e é tudo que sei... - respondeu secamente.

Fiquei passada. Ele foi transferido ontem à noite e não fiquei sabendo de nada? Retirei o celular da bolsa e liguei imediatamente para dona Elisa. Ela atendeu. 

- Oi, querida! 
- Oi, Dona Elisa – falei tentando manter a calma. – Pra onde foi o Alex, Dona Elisa? Estou no hospital, me disseram que ele foi transferido e... 
- Calma, Diana! Ele foi sim transferido, mas eu preciso conversar com você pessoalmente. O assunto é delicado. 

Conversar pessoalmente. Assunto delicado. Minhas pernas amoleceram, meu estômago embrulhou, não conseguia pensar em nada que me tranquilizasse. 

- Pra que hospital ele foi Dona Elisa? Qual o endereço? Eu preciso vê-lo. - falei tentando ser calma, mas percebia-se na minha voz o desespero. 
- Diana, eu preciso conversar com você. Venha até aqui em casa. Fique calma, minha filha. O Alex está bem, mas o caso é complexo. Precisamos sentar para conversar. 
- Mas, o que está acontecendo??? 
- Venha Diana! Estou te esperando... 

Sem me despedir, desliguei o celular chorando e desci a rampa do hospital que dava pra rua. 

Assunto delicado. Precisamos conversar pessoalmente. O caso é complexo. Centro de pesquisas humanas em zumbot. As lágrimas escorriam pelo meu rosto, enquanto eu tentava entender o que realmente estava acontecendo com Alex. Atravessei a rua e fui até o ponto de táxi. Já no caminho e com destino a casa de Dona Elisa, chorando, questionei o motorista: 

- O senhor sabe onde fica o Centro de Pesquisas Humanas em Zumbot? 
 - Hein?! – respondeu o senhor já bem de idade e pelo jeito meio surdo. 
Repeti a pergunta. 
- Não sei não, moça. – respondeu e o silêncio tomou conta novamente. 

O caminho nunca tinha sido tão longo. Cheguei à casa de Dona Elisa, toquei a campainha e rapidamente a porta foi aberta. A mãe de Alex me abraçou e pediu que eu entrasse e me acomodasse enquanto ela buscava um pedaço de bolo que tinha acabado de sair do forno, acompanhado com uma xícara de chá. 
- Não, Dona Elisa! Não quero nada! Estou sem apetite. Eu só preciso saber sobre o Alex. 
- Ah, querida! Nem uma xícara de chá? Uma água? 
- Não. Obrigada! Só me fale o que está acontecendo, por favor! 

Dona Elisa se acomodou no sofá. 

- Diana, eu sei o quanto você ama Alex. Entendo a sua preocupação e o seu nervosismo. Primeiramente, eu quero que você saiba que o Alex está bem e conforme o que me disseram: fora de perigo também. Só que é tudo muito delicado e eu não sei como te colocar a par. Eu ainda estou tentando compreender tudo que está acontecendo e não quero te deixar preocupada. 

- Então me conte! Eu preciso saber o que está acontecendo, dona Elisa! Onde está Alex? O que aconteceu com ele? Por que o assunto é delicado? O que houve? Levaram ele para um centro de pesquisas não foi? Diga, dona Elisa! O que Alex foi fazer num centro de pesquisas sobre Zumbot? Foi pra lá que ele foi não é?! Olhe! – estendi o papel amassado que encontrei horas mais cedo no quarto do hospital. – É a letra dele, não é, dona Elisa? Foi ele quem escreveu! Foi ele quem deixou lá pra que eu pudesse encontrar. Ele está vivo! Ele está consciente! Ele sabe que estive com ele! Me conte! O que está acontecendo? Por que você não está com ele agora? 

Dona Elisa parecia confusa. Olhou o papel que a entreguei com a caligrafia de Alex. Suspirou. E em lágrimas, parecendo um pouco desordenada e perplexa tentou me explicar... 

Obs: Esse é um conto escrito por todas as meninas da Máfia em comemoração a um ano do grupo. Tudo começou com a Rafaella. O capítulo anterior ao meu, vocês poderão ver no blog da Couth e a continuação do meu, no blog da Tailany.

10 comentários:

Ana Luísa disse...

Gente, esse meme tá me surpreendendo muito! Arrasou, guria! Mas jogou uma ultra bomba no colo da Tailany hein! Quero só ver agora! HAHAHA!!

marcela disse...

Eita que o negócio tá ficando BOM!!!!!!! hauahauhauha

Tay disse...

E que bomba, Analu!! Amei Nathy! Agora é me empenhar pra continuar com classe, porque olhe...tá cada dia mais lindo! Dá um orgulhão da Máfia!!

Rhaíssa Sizenando da Silva disse...

Queee agoniia!!!! O que será que tá acontecendo com o Alex? Arg arg!!! Arrasou, Nathy! Bjbj

Mayra disse...

Geeeente vocês escrevem muito bem!!! Que orgulho!!! Cada dia as coisas melhoram um pouco mais!!! FANTÁSTICO Nathy!!! Quero respostas agora! HAHAHAH
Abraços <3

Rúvila Magalhães disse...

Adorei o jeito como você saiu da cilada em que a Couth te colocou! hahah quero ver quem vai ter coragem de explicar essa história de zumbot...

beijos

gabipudding disse...

Hahehahee, muito bom! Melhor ainda porque nem a gente imagina o que vai acontecer, e quando acontece ainda é melhor do que o esperado!

Estamos só jogando bombas umas nas outras! uishiuahiueah


Beeijo!

Vanessa disse...

Ficou ótimo! Mas terminei de ler passando nervoso HAHAHAHA Gostei de ter colocado a mãe do Alex!

Carolinda disse...

Assim vocês me matam! Onde foi parar esse Alexandre, minhas meninas????
Tá cada vez melhor esse conto.
Arrasou Nath! <3
Super beijo <3

Anna Vitória disse...

Muito bom Nathy, e colocar a mãe na roda também deixou a coisa toda mais tensa!
beijos