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sábado, 15 de março de 2014

Reflexos do meu atual coração

Uma vez, uma amiga disse-me que eu era uma pessoa que não demonstrava estar triste ou com problemas. Além de ser reservada, estava sempre sorrindo. Não me surpreendeu ouvir isso dela, pois sempre achei que soubesse mesmo disfarçar qualquer tipo de situação ruim que eu estivesse passando. Talvez aqueles que realmente me conhecem notassem a diferença em meu semblante ou até mesmo nas minhas atitudes, porém eu sempre achei mascarar muito bem meus problemas. Nunca gostei de me expor. 

Entretanto, de uns tempos para cá, tenho notado que por mais que eu queira, não consigo conviver com máscaras. Pessoas que tem uma convivência diária comigo, tem notado diferença em minha fisionomia e comportamento. Não dei muita importância, quando recebi comentários de pessoas próximas, contudo parei para refletir quando ouvi de mais de uma pessoa, o quanto eu andava abatida e com sorriso amarelado. Mas, o que realmente me assustou, foi quando essa semana, dois dos porteiros de onde eu trabalho, me questionaram o porquê de eu andar triste. No momento em que ouvi, espontaneamente soltei: “Ah, não! Vocês, também não!” e eles continuaram dizendo que não sabiam se era tristeza, mas que eu andava diferente, muito quietinha e abatida. Contornei toda situação, tentando demonstrar que eu continuava sendo a mesma alegre e sorridente, mas alegaram que meu sorriso tem sido forçado e amarelado. 

Com tudo isso, apenas concluo que quando o seu coração é partido em muitos pedaços, não há como continuar vivendo normalmente, pelo menos não enquanto ele ainda sangra. Porém lembrei do poema de William Shakespeare, onde diz que um dia a gente aprende que não importa em quantos pedaços nosso coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. E esse tem sido o aprendizado mais recente da minha vida. 


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