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sábado, 18 de outubro de 2014

Lembranças

Hoje, sentada na quadra da escola onde trabalho, me pego em meio às lembranças. Lembrei que foi exatamente nessa época e lugar em que tudo começou. E como o tempo passa, como um relacionamento tão sem compromisso, pode ter se tornado uma história tão intensa em minha vida. Recordações vieram a minha mente. Boas, ruins, tristes, alegres, mas principalmente saudosas. E dentro de mim, aquela mistura de sentimentos confusos: saudade, raiva, frustração, tristeza [...]

Eu o observava de longe: ora lembrando-me de alguns momentos nossos, ora inconformada com o que está prestes a acontecer em tão pouco tempo. Mas, hoje a emoção gritou um pouquinho, enquanto ali eu estava a observar. Não precisei ir além do meu olhar, e das lembranças, para sentir aquele frio na barriga e até o pequeno arrepio percorrendo meu corpo. Talvez da forma como eu ali estava, ele jamais pensara que eu tivesse o espreitando e relembrando momentos. Olhando para ele, questionei-me em pensamentos o porquê de ser tão forte essa atração física. Seus braços, suas pernas, suas mãos, chamam fortemente a minha atenção. E o fato de ter tocado cada parte dessas, apenas lembrar, faz meu estômago borbulhar, meu corpo arrepiar. Tenho vergonha disso tudo. Eu não deveria desejá-lo. Não posso. Mas hoje, inevitavelmente eu o desejei intensamente. 

Ontem, já deitada, repentinamente ele surgiu em meus pensamentos. Talvez a “ficha tenha caído” em minha mente e eu fiquei triste, angustiada. Perdi o sono e realmente comecei entender quando me questionaram: “Para onde você vai dia tal? O que você vai fazer no dia tal?” O dia tal está chegando, e ontem eu simplesmente me vi desnorteada. Demorei a dormir. Meus olhos lacrimejaram, o peito apertou. Não consegui chorar, mas fiquei triste. Dormi triste. E no dia seguinte? Perdi a hora! Não ouvi o celular tocar. Acordei exatamente no horário em que eu já deveria estar no trabalho. Saltei da cama, vesti a primeira roupa. Corri. Tive mal estar a manhã inteira. E agora estou aqui. Vomitando minhas palavras. Tentando me preparar para dias mais difíceis daqui pra frente.

3 comentários:

Ana Luísa disse...

Ai esses textos desabafos que saem de madrugada são sempre os mais latentes, né? Fiquei curiosa com essa história. Espero que fique tudo bem e que a dor se transforme em algo bom!
Beijos, Na!
<3

Nati Pereira disse...

Desabafar faz bem, não soluciona, mas alivia um pouco, fica bem. Beijos.

O problema é que as pessoas não sabem o que dizem, e mesmo assim continuam a falar demais. Beijo

Mundo de Nati
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Nina disse...

Espero que desabafar seja, também, uma forma de desapegar. No que diz respeito aos nossos sentimentos, a vida pode mesmo ser bem cruel. O que nos resta em lugar de seguir em frente - ou, pelo menos, tentar fazê-lo?
Abraços.