Não. A foto não representa meu sentimento em relação a data. A foto na verdade não representa nada. Ela apenas foi tirada em um momento de reflexão. Exatamente no momento em que eu pensava escrever este texto que agora redijo.
Páscoa é uma das minhas datas comemorativas preferidas. Não só pelos chocolates (porque confesso, eu amo de paixão!) mas pelo significado verdadeiro dela. A maior prova de amor aconteceu na Páscoa: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho unigênito para que todo aquele que Nele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna!” (João 3:16). Somos livre porque ELE nos amou. Ele morreu por nós, mas hoje vive! E em meu coração vive hoje e para sempre!
Acho que hoje foi a primeira Páscoa que não passei com minha família paterna. Filhos de pais separados tem essa, de se dividir, em datas comemorativas. Pelo menos comigo sempre foi assim. Ceia de Natal do lado materno, almoço de natal do lado paterno, réveillon com o lado materno, almoço de ano novo com o lado paterno, sexta-feira santa com o lado materno, almoço de Páscoa com o lado paterno, e assim vai. Ultimamente as coisas tem mudado. É irmão que casa, parentes que vão embora, e o que era “tradição” começa a virar história.
Hoje eu estava pensando em como realmente tudo na minha vida foi tão “programado”. Era daquele jeito e ponto final. Fazer diferente parecia errado. E quantas coisas em minha vida ainda é assim?! Aí eu descubro tarde, que fazer diferente poder ser bom, arriscar pode ser emocionante, mas nem sempre é tão prazeroso, pois minha vida parece ter sido tão programada, que sair do trilho parece ser bem pesado.
O fato é que hoje eu passei o almoço de Páscoa com minha família materna. Cheguei à casa da minha avó, a qual mora em um apartamento razoavelmente pequeno, definitivamente não proporcional ao tamanho da família que ali estava. A foto, então, postada junto com este texto representa o meu almoço. Enquanto a família se concentrava na sala, metade dela (não sei como) se aglomerava na sacada, vulgo: fumódromo! Eu, irritadíssima com o cheiro insuportável de cigarro, deitei na cama da minha avó e ali fiquei, brincando com o celular, esperando o almoço ficar pronto, que mais tarde, descobri que também não era do meu agrado. Sim, eu sou enjoada, mas não, eu não sou chata. Se preciso for, como pão sem reclamar. E foi o que eu fiz, quando descobri que o almoço era macarrão ao molho branco.
Certa de que seria motivo de zoação (porque eu já conheço a família a qual pertenço) peguei meu pãozinho com carne e sentei-me à mesa da cozinha. Mas, é claro: sempre tem um para aparecer na cozinha e dizer: “A ovelha negra da família!” E aí depois eu sou a antipática, né?!
Então, eu definitivamente concluo, que eu devo ser mesmo, a ovelha negra da minha família materna. Enquanto adolescente, talvez fosse normal ficar isolada no quarto, enquanto toda família se socializava. Mas, agora, uma adulta, se isolar da forma como fiz hoje, não parece normal. Mas consciente estou, de que seria diferente se fosse com a família paterna, apesar de tudo. Eu só me pergunto se realmente estou agindo de forma correta, ou se ainda não amadureci o suficiente.

1 comentários:
Nathy eu também gosto muito da Páscoa. Por todo o simbolismo e também pelos chocolates. Sou criança na Páscoa, compro todos os ovos que tenho vontade e fico semanas a fio comendo todos!!
Agora macarrão com molho branco não dá né! Ahahahaha! Amo macarrão mas molho branco não me desce não!
Beijos
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