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segunda-feira, 1 de junho de 2015

De dentro da minha "concha"

Os dias ainda são difíceis, quando ainda tenho que encarar as mais simples atitudes dele em relação a mim. Sei o quanto ele já mudou e que provavelmente nada mais seja proposital. Mas, cada simples toque amigável, cada gesto atencioso e elogios aparentemente despretensiosos, infelizmente ainda tem efeito sobre mim. É claro que ele nunca vai saber e que eu sempre vou agir com a simples naturalidade com que tenho agido. Passou-se a época em que a dor era forte. Eu consegui suportar momentos piores. Essas pequenas sensações não são nada perto de tudo que já vivi nesses últimos anos
O fato é que me incomoda essa coisa sem fim. Esses sentimentos de inconformismo, frustração e incertezas. Eu não sei mais o que pensar.
Recebo alguns conselhos, algumas palavras de apoio e sabedoria. Mas sabe, eu não tenho vontade de mais nada. Sempre me lembro de uma amiga que diz que quando não estou bem, ela percebe pelo meu sumiço. Que fico no “meu mundinho”, o qual ela encontra dificuldade de entrar e ajudar. E acho que é assim que eu realmente me sinto por esses dias. Dentro de uma concha. Não quero que ninguém entre, ninguém dê palpite, porque ninguém sabe o que se passa dentro de mim. Nem eu mesma. Então me deixa quietinha.
Eu gostaria que muitas pessoas tivessem a certeza de que amo a Deus profundamente e que eu nunca quero decepcionar o coração dEle. Há dias que choro na presença dEle, apenas pedindo perdão, por ser uma filha de relacionamento tão estreito. Mas, estou naquela concha. Não leio a palavra como deveria e não converso com Deus intimamente. Na área em que mais encontro dificuldade, não consigo falar com Deus. Provavelmente porque tenha sido a mesma área que me afastou dEle. Aí me vêm aquele versículo: “Nada pode nos separar do amor de Deus...” Mas também lembro daquele: "Vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus...”
Eu não quero mais me sentir culpada. Eu não estou fazendo mais nada de errado e nem pretendo fazer. Queria paz. Queria um pouco de euforia boa. Tenho vivido com muita preocupação, muito medo. Envolvem outras áreas, mas tudo se junta e aí dificilmente eu consigo sentir mais prazer em viver. 

Onde eu encontro a tal da serotonina? Porque nem no pote de Nutella eu tenho encontrado mais. 

4 comentários:

Malu Magalhães disse...

"Passou-se a época em que a dor era forte."
Ela, dor, já não é como antes, tão intensa e sufocante, mas ainda incomoda, né Nathy? Ainda é um entrave a atrapalhar nossa busca pela relativa paz e felicidade que nos cabe nesse mundo. Só para variar, digo isso, porque sei exatamente como é viver algo assim. Tem horas que não sabemos o que é melhor... Se falar, desabafar, escancarar o grito que preso na garganta; ou calar, restringir todo o espaço que essa dor ainda ocupa dentro da gente, ficar nessa espécie de concha e sozinhos conosco mesmos, já que por mais que tentemos expressar o que sentimos, ninguém vai entender. No fim, e sempre, o melhor é que recorramos a Deus - Onipresente, Onipotente e Todo Amor e Bondade - que nos conhece inteiramente e nos ama exatamente como somos.
Que esse Amor seja a sua força, amiga. Que através dEle você reencontre a alegria, a felicidade e a paz que devem ser suas por direito. Beijos, fica bem!!!

Kamilla Barcelos disse...

Eu me escondo na minha concha também nos momentos que não me sinto bem. E concordo que as vezes nem a nutella regula a minha serotonina.
Fica bem!

Anônimo disse...

Eu também sou assim , fico no meu mundinho. Alias estou ficando assim , como se ninguém conseguisse me escutar , então eu me tranco. Mas isso não quer dizer que não podemos superar a cada momento que nos trancamos, a sua dor vai sendo aliviada e curada com o tempo. ELE nos entende e muito, e não abandona. Fica bem! Beijos!

Regina disse...

Oiee! Sou eu , Regina novamente rs do blog vivendo e aprendendo, este blog vai deixar de existir, muito obrigada por ter acompanhado ele. Estou com novo blog agora, http://esconderijolibertador.blogspot.com.br/, te espero lá. Bjs