Tem dias que anseio pelo dia da minha terapia. Sem saber o que vou falar, o que vai ser discutido, ou que rumo a conversa poderá tomar. Eu só desejo me esvaziar. Tirar o peso, libertar-me da angustia.
Nem sei se posso levar em consideração o que sinto no momento, visto que estou nos dias críticos de um mês para uma mulher. Uma vez ouvi dizer que a “intensidade” da TPM vinha conforme a “intensidade” dos problemas e acho que isso é verdade. Já passei por ciclos menstruais sem nenhum stress, sem nenhuma depressão. Talvez porque a vida estivesse caminhando de forma agradável. Porém, outras vezes e na maioria delas, relacionava minha TPM com uma depressão.
Diante de tudo que tenho passado, os sentimentos que surgem repentinamente numa semana de tensão menstrual, nem me surpreendem. Talvez eles venham com tamanha intensidade que eu consiga nesse momento, identificá-los. O que eu talvez tente esconder, camuflar, lutar contra, agora, num momento frágil do meu corpo e minha alma, eles gritam!
Sinto uma carência profunda. Uma falta imensa daquilo que não posso ter. Saudade do pouco. Angustia e dor aguda pela realidade. Queria poder fugir de tudo. Ficar no meu mundinho, feito uma tartaruga que entra em seu casco.
Hoje durante, o culto da minha igreja, o pastor pregou sobre Elias na caverna e falou sobre o perigo que é estarmos na caverna ou até mesmo na porta dela e a verdade que é exatamente lá onde eu me encontro e no momento, sem força alguma pra sair de lá.
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