Era uma tarde de sol e céu azul límpido. Deitada sobre uma cadeira a beira da piscina, acompanhada de um bom livro, eu desfrutava da boa tranquilidade. Revezando entre o livro e a conexão via celular, você apareceu em forma de pequenas palavras no visor do meu celular e fez com quem eu me desligasse totalmente da minha agradável companhia (que neste caso, era o livro) para voltar minha atenção à você. Após ler uma de suas mensagens, dizendo que queria me fazer companhia, um frio correu por sobre meu estômago e eu, sem ter certeza daquelas palavras e sem acreditar que sua companhia poderia ser real, senti a chama da esperança sobre mim. Mas também senti o medo e a vergonha, de estar diante de você daquela forma.
Não demorou muito e você apareceu diante dos meus olhos. Eu, deitada sobre a cadeira à beira da piscina e você em pé a minha frente. Era tudo que eu tinha desejado, mas até então, não acreditava que seria possível. Fomos a companhia que desejávamos um ao outro, mas eu queria ter sido muito mais. Eu queria ter feito muito mais.
Foi difícil tê-lo tão próximo à mim, sem poder reagir da forma como eu gostaria. Foi difícil resistir aos seus toques, ao seu corpo tão próximo do meu e a tantas provocações de sua parte, dentro daquela piscina.
Você sabe o quanto desejei beijá-lo, todas as vezes que me afastei e virei o rosto, diante de suas excitações. Mas talvez você não saiba o quanto eu fui forte ao lutar contra todos os meus desejos.
Ás vezes, lembro com saudades, de cada detalhe, de cada desejo, que ainda que muito escondido, pulsa dentro de mim, por mais que eu não queira e lute arduamente contra isso.

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